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The Boys Apresenta: Diabólicos (1ª Temporada) | O preço de quando não se tem limites

Com uma legião de fãs após estrear no Prime Video, “The Boys” sempre se destacou por apresentar um outro lado dos super-heróis. Cheio de sangue e violência, suas histórias não se importavam com o politicamente correto e se desenvolviam de forma corajosa. Agora, com um spin-off animado, o universo vai mais além no quesito loucura, mas paga um preço caro por não saber o seu limite.

Com oito episódios, “The Boys Apresenta: Diabólicos“ expande este mundo onde ser um Super é algo ruim. Com histórias que não apresentam ligações entre si, cada episódio é ambientando em um momento da linha cronológica da série original. Apesar de não ter ligação com o enredo principal, a animação conta com várias referências para os fãs, inclusive para aqueles que leram as HQs.

Além dos períodos diferentes, o traço da animação varia. Apesar de existir um certo padrão, não tem como não notar os estilos próprios. Seja em um episódio em referência os clássicos desenhos dos Looney Tunes ou até naquele em anime. Porém, apesar das diferenças na animação, o tom sempre é o mesmo: violência ao extremo.

E nessa ambição de fazer algo super violento, entra o principal problema da série: Sua falta de roteiro. Com muitos palavrões e referências que beiram o ridículo, a sensação é de que a série foi escrita por um adolescente que acabou de descobrir certos fatores da vida. É possível sim mesclar uma boa história com violência e piadas mais adultas. “O Esquadrão Suicida” e o próprio “The Boys” fizeram isso com louvor. No entanto, aqui a produção não encontrou um limite e se perdeu em sua própria proposta.

No fim, a série comandada por Garth Ennis é algo curioso. Ao mesmo tempo em que consegue entregar um episódio magnifico, no melhor estilo “Black Mirror”, ela também apresenta uma das piores narrativas já apresentadas, desenvolvida por Awkwafina. De fato, assim como a série original, “The Boys Apresenta: Diabólicos” não é para qualquer um. A diferença aqui, todavia, é que a versão live-action soube ser madura a ponto de entender quem realmente é seu público. O desenho, por outro lado, sofreu com a falta de limite e de maturidade para deixar para trás o patético lado adolescente e se tornar em fim uma animação adulta.

 

Nota: 7/10

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