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A Família Addams 2: Pé Na Estrada | Meu lugar realmente é aqui?

Esquisitos e até mesmo deslocados. Essa é uma boa definição para os Addams. Na tentativa de trazer aos tempos modernos a excêntrica família, a primeira animação usou desses fatores diferentes para criar uma trama com bom humor e muita diversão. Para a sequência, “A Família Addams 2: Pé Na Estrada”, o estúdio volta a usar essa estratégia, mas dessa vez inserindo os sombrios personagens por diversos cenários americanos. Mas será que deu certo?

Com um drama familiar, a trama se baseia no conflito de Wandinha, que sempre se mostrou fria demais ao contrário de seus familiares. Tentando entender o seu lugar no mundo, seus pensamentos se tornam ainda mais confusos quando surge a possibilidade de não ser uma Addams de fato. Seguindo esse arco como o principal, o filme se transforma num básico road-movie na tentativa de unir ainda mais a família.

No longa, tudo acontece de uma forma bem rápida e direta. Não tem enrolação. Esse fator, no entanto, é preponderante para afetar o roteiro no geral, fazendo com que a continuação seja totalmente desperdiçada. Focam tanto em desenvolver o drama ligeiramente que acabam perdendo o que de melhor a franquia consegue produzir: o humor!

E há espaço para comédia, principalmente ao longo da viagem, onde o preto e cinza da família fica em contraste com os coloridos cenários. Porém, as piadas não funcionam. Apesar de Gomez e Feioso terem algumas cenas engraçadinhas, como um todo, você não irá expor um único sorriso.

Repetindo os mesmos erros do primeiro filme, “A Família Addams 2: Pé Na Estrada” explora o significado da família de uma forma um tanto quanto caótica. Da mesma forma que Wandinha não conseguia entender o seu lugar, o filme não sabe ao certo qual é o seu real objetivo. Nessa indecisão, a proposta de ser uma animação engraçada e divertida para as crianças acaba atingindo êxito somente até um certo ponto. É claro que o público mais jovem irá assistir tranquilamente. Mas após o término do longa, dificilmente irá querer voltar a este universo. Já para os adultos, nem mesmo o fator nostalgia ajuda a criar sentimentos de amor por este filme.

 

Nota: 6/10

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