O Projeto Adam | O drama sendo mais importante que a ficção
Particularmente falando, nunca fui fã de filmes que abordam viagens no tempo. Isso se deve ao fato de que é muito fácil gerar erros ou até mesmo incoerências. No entanto, com o roteiro de Jonathan Tropper, T.S. Nowlin e Jennifer Flackett, “O Projeto Adam” simplifica o conceito e transforma a viagem pelo tempo em algo agradável de se assistir.
Na trama, Ryan Reynolds vive Adam Reed, um piloto do ano 2050 que rouba uma aeronave capaz de viajar no tempo. O personagem vai parar em 2022 e se vê obrigado a recrutar seu eu adolescente (Walker Scobell) de 12 anos para conseguir derrotar Maya Sorian (Catherine Keener), uma ex-sócia do pai morto do piloto, Louis (Mark Ruffalo), que foi um físico que acabou criando acidentalmente a viagem temporal.
Com a direção de Shawn Levy, o filme é algo frustrante e surpreendente ao mesmo tempo. A questão da viagem pelo tempo é tão simplificada e até deixada de lado em alguns momentos, que o longa demora a engrenar. Desse modo, a história mergulha em um clichê previsível e com cenas de ação que são no máximo “ok”.
Falando assim parece que a produção é um completo tédio, não é? Mas é aí que entra a parte surpreendente. Em meio a ficção, o filme cria um ato dramático em torno dos relacionamentos entre os personagens que é excelente. Do começo ao fim, o modo como lidam com as consequências da morte de Louis para Adam te emociona e te conquista com facilidade. Acredite, é impossível não derramar inúmeras lágrimas ao final.
Produzido pela Skydance e adquirido pela Netflix, “O Projeto Adam” conta com boas atuações, principalmente do jovem Scobell, que é um show a parte. Apesar de não saber dosar da melhor forma a ficção com o drama, ao final, a produção faz o básico para entregar um bom filme estilo sessão da tarde. É um passatempo digno, uma vez que é sempre divertido de acompanhar Ryan Reynolds, suas piadas e as diferentes histórias em que ele aparece.
Nota: 8/10
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